segunda-feira, 29 de junho de 2009

Nissan irá trazer veículo eléctrico para Portugal na Primavera de 2011

“Os veículos eléctricos da Nissan chegarão a Portugal na Primavera de 2011”. A garantia foi deixada hoje por Carlos Tavares, vice-presidente executivo da Nissan, que participou em Lisboa na cerimónia de apresentação do projecto Mobi E, que suportará a promoção da mobilidade baseada em carros eléctricos.

O executivo português do grupo automóvel nipónico revelou entusiasmo na apresentação das perspectivas que a Nissan tem para a aposta nos veículos eléctricos. Carlos Tavares sublinhou os esforços que Portugal tem feito a este respeito, afirmando que “Portugal tem sido um parceiro com uma visão coincidente com a da Nissan”.

Esta visão coincidente poderá dar a Portugal boas condições para assegurar uma fábrica que a Nissan irá instalar na Europa para a produção de baterias de iões de lítio. Esse processo ainda aguarda uma decisão. “Portugal está a competir com outras localizações europeias para a decisão final, que deverá ser anunciada muito em breve pela Nissan”, referiu hoje Carlos Tavares.

Segundo soube o Negócios junto de fonte da empresa, a Nissan deverá revelar a localização da fábrica de baterias ainda antes de Agosto, havendo duas ou três localizações que concorrem com Portugal, mas que a Nissan prefere não identificar.
Carlos Tavares admitiu que no arranque os carros eléctricos podem ser mais caros que os convencionais, por uma questão de escala, de menor volume de produção no início. “O custo no lançamento será maior, é a razão pela qual os incentivos dos governos aos consumidores numa primeira fase serão necessários”, explicou o vice-presidente executivo da Nissan.

O mesmo responsável apelou ainda à necessidade de criação de um balcão único que permita aos consumidores obterem esclarecimentos e resolverem todos os problemas
relacionados com o carro eléctrico, para que este se revele de facto como uma solução vantajosa.

O vice-presidente da Nissan disse que o grupo espera nos próximos anos “melhorias importantes” na próxima geração de baterias. “Não ficaria surpreso de ver 250 quilómetros de autonomia das baterias dentro de alguns anos”, admitiu Carlos Tavares.

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