quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Energia das ondas




Se há 15 anos atrás a utilização da energia do vento era uma aventura no seu início, e a fileira eólica uma miragem longínqua, hoje há um cluster instalado, milhares de postos de trabalho criados e 40 por cento da electricidade consumida proveniente de fontes de energia renováveis.

“Esperemos que, daqui a 15 anos possamos estar a dizer o mesmo do aproveitamento da energia das ondas que hoje aqui começa”, referiu o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, na visita à plataforma instalada ao largo da Póvoa de Varzim, que ontem (dia 22 de Setembro) foi inaugurada.
A Babcock & Brown, companhia australiana proprietária da Enersis – a empresa portuguesa que está a liderar o projecto, é dona do parque de Ondas da Aguçadoura. Produziu pela primeira vez electricidade para a rede pública no dia 15 de Julho.

Segundo a parceria ontem criada, a EDP - Energias de Portugal ficou com uma opção de compra de cerca de 15,4 por cento da participação que a Babcock & Brown detém no projecto de Aguçadoura.

A segunda fase do Parque das Ondas prevê um investimento global de 70 milhões de euros, para a construção e colocação de mais 25 Pelamis, cuja capacidade de produção instalada poderá chegar aos 21 MW e abastecer 15 mil famílias. A intenção é a de que, nesta fase, 40 por cento da estrutura necessária já possa ser construída em Portugal, estando a Efacec na linha de frente para o realizar.

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